Apesar de não ser originário do Brasil, o café brasileiro é bastante respeitado internacionalmente e é fonte de riqueza nacional. Um terço da produção mundial de café sai daqui anualmente desde os últimos 150 anos, colocando o Brasil tanto na posição de maior produtor quanto na de maior exportador de café do mundo. Em termos de consumo, estamos em segundo lugar, atrás apenas dos Estados Unidos, com cada brasileiro bebendo o equivalente a quase 5 quilos de café por ano.

 

O café brasileiro é, em sua maior parte, da variedade arábica, seguida pela robusto. Mas o solo do país está preparado para o cultivo de diversos tipo de café, e os produtores disponibilizam o produto em diversas formas, como o café de terreiro ou natural, o despolpado, o descascado, o de bebida suave, os ácidos, os encorpados, os aromáticos e os especiais.

 

Parque cafeeiro tem 2,25 milhões de hecatres

O parque cafeeiro brasileiro tem cerca de 2,25 milhões de hectares, distribuídos entre 287 mil produtores. A maior parte destes são de mini e pequenos porte, organizados em associações e cooperativas, e distribuídos em 1,9 mil municípios de 15 estados, o que garante a ampla variedade de blends.

 

Somente no ano passado, a safra brasileira de café foi de 43,24 milhões de sacas de 60 kg de café beneficiado, sendo destes 32,05 milhões do tipo arábica e 11,19 milhõçes do tipo conilon. Os estados de Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Bahia, Rondônia, Paraná e Goiás responderam por 98,65% da produção nacional.

 

Ainda assim, o café representou apenas 7% das exportações do agranegócio brasileiro, totalizando uma receita de US$ 6,16 bilhões, o equivalente a 37,1 milhões de sacas de 60 kg. Os principais destinos do café brasileiro são os Estados Unidos, a Alemanha, a Itália, o Japão e a Bélgica, e a indústria cafeeira gera cerca de 8 milhões de empregos diretos e indiretos.

 

Pesquisa visa aprimoramento do grão

O Brasil investe pesado em pesquisas científicas capazes de aprimorar a qualidade de seu café, capitaneando o maior programa mundial de estudos deste setor. O Consórcio Pesquisa Café, rede integrada de 45 instituições brasileiras de pesquisa, ensino e extensão rural, está a frente dessa proposta que busca por ideias voltadas ao melhoramento genético, biotecnologia e ao manejo de pragas.

 

As pesquisas do setor são financiadas pelo Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé), além de outras fontes federais e estaduais. Em 17 anos, o Consórcio executou cerca de 4,5 mil planos de ações de pesquisa, cujos resultados foram compartilhados com toda a cadeia produtiva.