A crise econômica ainda se mantém no Brasil, mas o governo brasileiro vem tentando apresentar medidas para contê-la. No entanto, alguns setores da economia parecem não ter sentido muito o impacto desse cenário até o momento.

 

Um dos efeitos mais evidentes da instabilidade financeira tem sido a questão cambial, com o dólar mantendo-se na casa dos R$ 4. Como consequência, o setor de importados e de turismo internacional (brasileiros interessados em viajar para o exterior) vem sofrendo bastante, por conta da alta dos custos.

 

Entrada de turistas estrangeiros deve aumentar

 

Já o turismo interno só tem a comemorar, já que a força da moeda estrangeira torna o Brasil um destino ainda mais atraente para turistas estrangeiros, que vêem o seu orçamento em dólar quadruplicar ao pisar no aeroporto brasileiro. Assim, a perspectiva é de otimismo nesse setor durante o mês de janeiro, especialmente com o Carnaval acontecendo já em fevereiro, e o verão ter apenas começado em território nacional. Isso sem falar nas Olímpiadas no Rio de Janeiro.

 

Com o objetivo de controlar a crise econômica, o governo brasileiro fez uma série de cortes em suas despesas, e ressucitou a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira. Esta taxa ainda não foi recriada, mas espera-se que ela traga para os cofres públicos cerca de R$ 24 bilhões somente em 2016.

 

Planejamento contempla obras públicas e apoio a pequenas empresas

 

O Plano Plurianual da União (PPU), que prevê ações públicas durante o período de 2016 e 2019, também está em tramitação entre as esferas executivas e legislativas. Entre as propostas presentes está a continuidade do PAC (Plano de Aceleração do Crescimento), o qual é responsável por manter a economia aquecida com obras públicas na área de construção civil.

 

Um programa de incentivo à economia nacional também deverá ser lançado já em fevereiro, abrangendo também a área de saneamento e o apoio a pequenas e médias empresas. Ainda assim, a previsão é de que o Produto Interno Bruto (PIB) mantenha-se em queda em 2016 – a previsão é de 1,9% – enquanto que a previsão da inflação oficial para o ano que vem é de 6,47%.

 

Mesmo assim, ainda há muito a ser feito, com o clima de otimismo estando longe de voltar ao Brasil. Uma das principais preocupações permanece sendo a perda do grau de investimento. A nota de “bom pagador” foi retirada do país por duas das três agências: a Fitch e a Standard & Poor’s. A Moody’s manteve a nota brasileira, porém esta está em situação de revisão para possível rebaixamento.

 

Essa perda da nota implica na diminuição do número de investidores interessados em alocar recursos no Brasil, dificultando a entrada de crédito para empresários brasileiros, e provocando a alta cambial. Dessa forma, a aprovação de planos como o PPU chegam em boa hora e são usados como ferramenta para demonstrar as medidas que o país está tomando para retomar o controle da sua economia.