Com o objetivo de conter a crise econômica, o governo brasileiro irá flexibilizar a meta fiscal de modo que seja possível aceitar um volume maior de despesas do que de receitas em até 0,5%.

 

Esse déficit primário de 0,5% do PIB, meta que ainda precisa ser aprovada pelo Congresso, irá representar uma soma de R$ 30,5 bilhões, recurso que será usado para pagar os juros e conter o crescimento da dívida pública.

 

Além disso, os ministérios terão que apertar os cintos, e gastar apenas 1/18 mensalmente (e não mais 1/12) do orçamento aprovado para este ano de 2016 de janeiro a março. As despesas do governo federal também não poderão ser maiores do que R$ 146,6 bilhões, sendo que deve ser dada prioridade às despesas com pessoal, programas sociais e ao pagamentos de juros da dívida.

 

Os cortes definitivos serão anunciados apenas em março, juntamente com propostas de controle de despesas, reforma fiscal, além de mudanças no sistema previdenciário.

 

Ações da Petrobras sobem

A Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, sentiu uma pequena alta de 1,25% no último dia 12 de fevereiro: 1,25%. Isso aconteceu graças à valorização das ações da Petrobras, que subiram quase 7% em fevereiro de 2016. O mesmo resultado positivo foi observado nas ações do Vale do Rio Doce. Essa novidade veio como alívio para o mercado de ações brasileiro que vinha sofrendo com quedas sequenciais.

 

A alta das ações da Petrobras pode ter sido influenciada pelo anúncio do ministro de Energia dos Emirados Árabes Unidos, um dos membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), sobre um possível corte coordenado na produção global. Ainda que poucos acreditem que a medida venha a se tornar uma realidade, isso já foi suficiente para valorizar o petróleo em todo o mundo. 

 

Dólar ainda em alta

Enquanto isso, o dólar continua a subir, ainda que se mantenha na casa dos R$ 4, e o comércio varejista paulistano fechou o mês de novembro de 2015 com um faturamento de R$ 46,8% bilhões, uma queda de 10,1% em relação a 2014. A renda per capita do brasileiro recuou de R$16,2 mil, em 2014, para 15,7 mil em 2015.

 

Por outro lado, outros indicadores mantêm-se positivos. A desigualdade na distribuição de renda e o número de pessoas pobres caíram. O acesso à saúde e educação de qualidade também ficou mais fácil para as comunidades de baixa renda.