O ano começa em alto estilo na cidade de Salvador, capital do estado da Bahia. Lá, no dia 1o de janeiro, é a hora de homenagear os protetor do mar, o Bom Jesus dos Navegantes, durante uma procissão que começa a acontecer ainda nos últimos dias de cada ano. Um tríduo é realizado na última semana no ano, e, no dia 31 de dezembro, a imagem de Bom Jesus dos Navegantes é reunida com a de Nossa Senhora da Conceição da Praia.

 

A festividade culmina com uma missa comemorativa realizada no dia 1o de janeiro, celebrada pelo arcebispo de Salvador, e primaz do Brasil, às 8 horas da manhã. Após a mesma, a imagem de Bom Jesus dos Navegantes e de Nossa Senhora da Conceição da Praia seguem por via terrestre até o píer da Capitania dos Portos, onde se despedem, e Bom Jesus segue em uma procissão marítima, fazendo o percurso entre o Largo da Boa Viagem até a Basílica da Conceiçao da Praia.

 

Cerca de 100 embarcações participam da procissão

 

Mas, o ponto alto da festa é a procissão do dia seguinte, durante a qual cerca de 100 embarcações juntam-se ao cortejo que leva a estátua de Bom Jesus dos Navegantes, esta alocada na Galeota Gratidão do Povo desde o cais do porto localizado o Segundo Distrito Naval até a praia da Boa Viagem.

 

Lá a imagem é reunida com a de Nossa Senhora da Boa Viagem ao meio dia em ponto, e ambas as imagens seguem para dentro da Igreja da Boa Viagem. A Igreja é fechada e a festa de largo profana inicia-se às 15 horas, com barracas de comidas, bebidas e muita música espalhadas em vários pontos da Cidade Baixa.

 

Irmandade com 130 homens cuida da festa desde 1750

 

O trabalho de preparação acontece durante todo o ano. A Equipe da Praia, responsável pela condução da imagem entre as duas praias é formada por 130 homens de várias idades, que mantém o compromisso da irmandade desde o século XVIII.

 

Trata-se de uma festa de origem portuguesa, à qual acredita-se ter sido iniciada em 1750. O objetivo é agradecer pelo ano que se passou e pedir a benção pelo ano que se inicia, mas a sua origem remota a um tempo em que o medo dos perigos dos mares eram muitos – seja pelo grande número de lenda ou de piratas.