Morre Carrie Fisher, a princesa Leia de "Star Wars"

A atriz americana Carrie Fisher, de 60 anos, morreu nesta terça-feira (27/12) num hospital de Los Angeles, informou a revista People, especializada em celebridades, citando um porta-voz da família. A informação foi confirmada pouco depois pela família. "Ela era amada pelo mundo, e sua ausência será profundamente sentida", afirmou a filha Billie Lourd, por meio do porta-voz.

Na sexta-feira passada, Fisher teve uma parada cardíaca no avião em que viajava de Londres para Los Angeles, pouco antes do pouso. A atriz recebeu reanimação cardiopulmonar ainda na aeronave e foi levada para o Centro Médico Ronald Reagan, da Universidade da Califórnia - Los Angeles (UCLA). Internada na UTI desde então, ela tinha uma condição considerada estável. Fisher esteve em Londres para gravar a terceira temporada do seriado britânico Catastrophe.

Ela se tornou famosa nos anos 1970, no auge da popularidade da série Guerra nas Estrelas (Star Wars), na qual interpretou a princesa Leia Organa. A atriz havia voltado às manchetes das revistas de fofocas um mês atrás, quando confessou ter tido um caso de três meses com o ator Harrison Ford durante as filmagens da série, há cerca de 40 anos.

Fisher estreou no cinema em 1975, ao lado do ator Warren Beatty na comédia romântica Shampoo. Ela também apareceu em filmes como Os Irmãos Cara-de-Pau (1980), Hannah e suas irmãs (1986), Austin Powers (1987), Harry e Sally - feitos um para o outro (1989), Pânico 3 (2000) e As Panteras (2003).

Mas inesquecível mesmo foi sua atuação como a princesa Leia no primeiro filme da série Guerra nas Estrelas, de 1977, quando ficou famosa por seus coques laterais – hoje icônicos – e por frases como "Ajude-me, Obi-Wan Kenobi. Você é minha única esperança". A atriz voltou a aparecer no sétimo episódio da saga, Star Wars: o despertar da Força, de 2015.

Sempre pronta para satirizar a si mesma, ela apareceu como Carrie Fisher no drama de Hollywood Mapas para as estrelas, de 2014, e num episódio de Sex and the City. Nos últimos 15 anos, Fisher também se destacou como apresentadora de TV. Seu show Wishful Drinking chegou a render um livro que, posteriormente, virou espetáculo da Broadway e foi comprado pelo canal HBO.

Em vida, a atriz enfrentou uma longa batalha contra a dependência em drogas e distúrbios mentais. Fisher disse ter fumado maconha aos 13 anos, usado LSD aos 21 e ter sido diagnosticada como bipolar aos 24. O tratamento da atriz era baseado em terapia eletroconvulsiva e medicamentos. Além da filha, Fisher deixa o irmão Todd Fisher e sua mãe, a também atriz Debbie Reynolds.

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