Morre atriz Mary Tyler Moore, símbolo do feminismo

A lendária atriz americana Mary Tyler Moore morreu nesta quarta-feira (25/01) aos 80 anos de idade, após seu estado de saúde piorar em decorrência da diabetes. A estrela, que ajudou a revolucionar a representação das mulheres na televisão, estava internada num hospital de Connecticut.

Mooore protagonizou o popular programa de TV "The Mary Tyler Moore Show" entre 1970 e 1977, o qual lhe rendeu três prêmios Emmy e que, com seu realismo cômico, contribuiu para mudar a imagem feminina.

Numa época em que o movimento feminista ganhava força mundo afora, Moore representava uma mulher de carreira e independente dos anos 1970. A personagem, de 30 e poucos anos, vivia sozinha, não estava em busca de um marido e protestava contra o fato de não receber o mesmo salário que colegas do sexo oposto.

"The Mary Tyler Moore Show" teve sete temporadas e foi um dos programas de TV mais populares de seu tempo.

Antes disso, Moore se destacou em "The Dick Van Dyke Show", em que fazia o papel de uma dona de casa e mostrou seu dom para a comédia. "Ela era uma pessoa impressionante [...] Uma força da natureza. Ela vai durar para sempre enquanto houver televisão", disse o produtor Carl Reiner, criador do programa.

No total, Moore ganhou sete Emmys e foi indicada ao Oscar por sua atuação no filme Gente como a Gente, de 1980.

Ela foi diagnosticada com diabetes tipo 1 aos 33 anos e, desde então, se dedicava a estimular a educação sobre a doença. "Uma atriz inovadora, produtora e defensora apaixonada da Fundação de Pesquisa do Diabetes Juvenil, Mary será lembrada como uma visionária valente que acendia o mundo com seu sorriso", disse em comunicado a agente de Moore, Mara Buxbaum.

Em 1992, a atriz recebeu uma estrela na Calçada da Fama, em Hollywood. Uma década depois, uma estátua em tamanho real, de bronze, foi exposta em Minneapolis, retratando-a em "The Mary Tyler Moore Show".

LPF/efe/rtr/ap

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