EUA confirmam acordo bilionário com Volkswagen

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos confirmou nesta quarta-feira (11/01) o acordo com a montadora alemã Volkswagen em relação ao escândalo de manipulação de dados relativos a poluentes em motores a diesel.

A montadora aceitou admitir a culpa pelas manipulações e pagar multas no total de 4,3 bilhões de dólares. Esta mistura de penalidades civis e criminais permitirá a Volkswagen escapar de um processo.

Os Estados Unidos acusam a montadora de ter criado um esquema para enganar as agências reguladoras e seus clientes ao criar um software para adulterar os resultados de testes de emissão de gases tóxicos nos motores a diesel.

Em setembro de 2015, a montadora admitiu a fraude após ser notificada pela Agência de Proteção Ambiental dos EUA. O escândalo já custou à Volkswagen no país quase 15 bilhões de dólares, num acordo que contemplou os donos de cerca de 475 mil carros a diesel em modelos 2.0.

Em comunicado, o Departamento de Justiça americano afirmou que a montadora admite ter participado numa "conspiração" para enganar os clientes e as autoridades dos EUA e reconhece ter obstruído à justiça, ao destruir documentos para dissimular as suas ações.

Durante os próximos três anos, o grupo será submetido ao controle de um auditor independente. A Volkswagen aceitou também "cooperar plenamente" com as autoridades para processar funcionários envolvidos na fraude.

O escândalo levou à demissão de vários executivos da montadora e a prisão de dois deles nos Estados Unidos, um deles no último sábado. Oliver Schmidt, encarregado de assegurar que a produção da empresa estivesse de acordo com as regulamentações ambientais, foi acusado de conspiração para defraudar as autoridades.

O escândalo manchou a imagem da Volkswagen, após a revelação de que a empresa teria burlado testes de emissão em 11 milhões de veículos mundo afora. A empresa enfrenta ainda investigações na Alemanha.

CN/lusa/afp

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