Redes sociais anunciam esforço contra propaganda terrorista

Facebook, YouTube, Microsoft e Twitter anunciaram na noite desta segunda-feira (06/12) um esforço conjunto para barrar a distribuição de propaganda extremista em suas redes sociais e se comprometeram a criar um banco de dados comum de conteúdo considerado explicitamente terrorista.

Em comunicado, as companhias explicaram que o banco de dados compartilhado vai armazenar as chamadas hashes, "impressões digitais" virtuais únicas que ajudam a identificar se vídeos ou imagens são de natureza terrorista.

Com o compartilhamento dessas informações, uma empresa ficará logo sabendo que um conteúdo foi bloqueado por uma outra empresa e poderá identificar rapidamente o aparecimento do mesmo conteúdo em seus serviços. Assim, poderá excluir o material ou desativar a conta do usuário de forma rápida e eficiente.

O Facebook disse que a nova ferramenta, que passará a ser usada no início de 2017, visa combater o conteúdo mais óbvio usado por grupos interessados na difusão do terrorismo. "Nós iremos atrás do conteúdo grave mais óbvio que é compartilhado online – ou seja, vídeos de recrutamento ou de decapitações que contrariam nossas políticas de conteúdo", afirmou a empresa.

O anúncio foi feito em meio à crescente pressão por parte de governos para que as empresas coíbam a difusão de propaganda terrorista em suas redes sociais. O ministro alemão da Justiça, Heiko Maas, ameaçou as empresas com sanções legais se elas forem incapazes de remover de forma rápida e eficiente esse tipo de conteúdo.

lP/rtr/ap/dpa

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