Rombo nas contas públicas atinge recorde de R$ 155,8 bi

As contas do setor público brasileiro tiveram um rombo recorde de 155,8 bilhões de reais em 2016, divulgou nesta terça-feira (31/01) o Banco Central.

O déficit, que considera as contas da União, estados, municípios e empresas estatais, equivale a 2,47% do Produto Interno Bruto (PIB). O resultado é o pior já registrado desde o início da série histórica, em 2001.

A meta de déficit primário para 2016, conforme aprovado pelo Congresso Nacional na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), era de 163,9 bilhões de reais.

O ministro das Finanças, Henrique Meirelles, destacou que para alcançar um déficit menor do que a meta foi preciso revisar a meta primária de 2016 "a partir de um diagnóstico realista das contas públicas".

"Nós conduzimos de forma rigorosa a execução orçamentaria e financeira, o que permitiu o pagamento de despesas de anos anteriores", afirmou. "Esse esforço reduziu em mais de 37,5 bilhões de reais o saldo de restos a pagar do Brasil, o maior volume em 10 anos."

Segundo Meirelles, a emenda constitucional que estabeleceu um teto para os gastos públicos num período de 20 anos vai permitir que o país volte a produzir excedentes primários gradualmente e recuperar a confiança necessária para impulsionar o crescimento econômico.

Gastos

Em 2015, o déficit primário foi de 111,2 bilhões de reais. As contas negativas foram puxadas pelo Governo Central (governo federal, Previdência Social e Banco Central), que teve um déficit de 159,473 bilhões no ano passado.

Os governos estaduais tiveram superávit de 6,787 bilhões de reais, enquanto que os municípios apresentaram um déficit de 2,121 bilhões de reais. As empresas estatais (excluídas Petrobras e Eletrobras) tiveram perdas de 983 milhões de reais.

Em dezembro, a dívida bruta do Brasil atingiu 69,5% do PIB caindo um ponto percentual na comparação com o mês de novembro. Para 2017, a projeção é de déficit de 143,1 bilhões de reais.

KG/Abr/ots

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