Novo motim eclode em prisão de Minas Gerais

A atual crise penitenciária do país se agravou ainda mais nesta segunda-feira (16/01) com o início de outro motim de prisioneiros, desta vez no estado de Minas Gerais. Detentos de três pavilhões no presídio Antônio Dutra Ladeira, em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, iniciaram uma rebelião durante a noite e faziam ameaças. Até o momento, não há registro de fugas ou mortes.

Segundo a Polícia Militar, o tumulto foi registrado nos pavilhões 4, 5 e 6 e envolve cerca de 1.200 presidiários. Entre as reivindicações dos encarcerados, estão a saída do diretor do presídio, Rodrigo Machado, e a melhora do tratamento aos familiares e aos presos.

Na manhã desta terça-feira, circulavam na internet vídeos feitos pelos presos amotinados. Com os rostos velados por roupas e panos vermelhos, os detentos faziam ameaçam se não tiverem seus pedidos atendidos.

"Nós vai meter fogo - em tudo. Vai queimar, vai morrer gente. Não é brincadeira. Vai rolar sangue" [sic], diz um dos homens."Vai morrer muita gente, o massacre vai começar".

"Se não der resposta, vai começar lá fora a morrer muita gente", prossegue, intimando o diretor da instituição a negociar. "Nós tamo sujeito a tudo: a morrer e a matar" [sic].

"A culpa disso tudo é do Seu Rodrigo Machado. Tem que cair", diz outro detentos ao fundo.

De acordo com uma fonte da Secretaria de Estado de Administração Prisional (Seap) entrevistada pelo jornal mineiro O Tempo, o diretor da penitenciária estaria intervindo no esquema dos presos para a entrada de armas no local, o que teria motivado a rebelião.

Em nota, a assessoria de imprensa da Seap afirmou que o Grupo de Intervenção Rápida (GIR) e o Comando de Operações Especiais (COPE) estão no local para conter o protesto. "Presos de alguns pavilhões do Presídio Antônio Dutra Ladeira, em Ribeirão das Neves, subverteram a ordem dentro das celas. Eles atearam fogo em pedaços de colchões, lançando-os para os corredores, e permaneceram dentro das celas", diz o comunicado.

Segundo o diário, a assessoria da PM informou ainda que os detentos promovem "quebradeiras" no presídio enquanto familiares, do lado de fora, protestam contra a nova direção da instituição.

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