Novo tumulto na prisão de Alcaçuz, após motim que deixou 26 mortos

Um dia após o motim que terminou com 26 mortos, a penitenciária de Alcaçuz, no Rio Grande do Norte, é palco de um novo tumulto. A Secretaria da Segurança Pública e da Defesa Social negou se tratar de mais uma rebelião, mas admitiu nesta segunda-feira (16/01) que, diante do "clima tenso”, policiais do Batalhão de Operações Especiais e do Grupo de Operações Especias da Polícia Militar foram acionados.

Poucas horas depois de policiais militares deixarem o local na região metropolitana de Natal, no domingo, um grupo de detentos voltou a ocupar os telhados dos pavilhões. Agentes da Força Nacional de Segurança também se posicionaram do lado de fora do complexo prisional potiguar para, caso necessário, auxiliar as forças locais.

Segundo o jornal O Estado de São Paulo, o vice-diretor da penitenciária, Jociélio Barbosa, disse que presos do Pavilhão 1, ligados à facção Sindicato do Crime do Rio Grande do Norte (SDC), subiram no telhado e ameaçavam os detentos do Pavilhão 5, vinculados ao Primeiro Comando da Capital (PCC), que também estavam sobre o teto. De acordo com Barbosa, o tumulto já foi contido, mas como os detentos estão soltos, eles sobem e descem dos telhados dos pavilhões e circulam na área comum.

Na madrugada desta segunda-feira, outra rebelião foi registrada na Cadeia Pública Professor Raimundo Nonato, também na capital potiguar, a cerca de 40 quilômetros de Alcaçuz. Presidiários amotinados atearam fogo a colchões e tentaram chegar até uma ala onde ficam os internos ameaçados de morte, mas foram impedidos por policiais militares.

O Ministério da Justiça e de Cidadania do Rio Grande do Norte informou que um grupo de prisioneiros tentou derrubar uma parede da prisão, porém a polícia interveio e impediu a fuga. Segundo a Secretaria Estadual de Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed), o tumulto não deixou feridos e a situação já foi controlada.

IP/rtr/efe/dpa/ots

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