Estado de saúde de sobreviventes é crítico, diz Chapecoense

O estado de saúde dos quatro brasileiros que sobreviveram ao desastre aéreo envolvendo a equipe da Chapecoense, na Colômbia, é crítico, mas está estabilizado. Segundo boletim médico divulgado nesta sexta-feira (02/12) pelo clube catarinense, nenhum dos sobreviventes corre risco de morte.

Entre os pacientes, o goleiro reserva Follmann é o que se encontra em estado mais grave. Ele sofreu politraumatismo, teve a perna direita amputada e continua entubado. Após nova cirurgia na quinta-feira, os médicos descartaram a amputação da outra perna do jogador.

Já o lateral Alan Ruschel, que foi submetido a uma cirurgia na coluna vertebral, está com movimentos normais de braços e pernas e chegou a conversar com seus familiares.

O zagueiro Neto, que sofreu um traumatismo cranioencefálico, está clinicamente bem e, assim como Ruschel, apresenta boas perspectivas de melhora.

O jornalista Rafael Henze, da Rádio Oeste Capital e que teve um trauma torácico e uma fratura de perna, apresentou melhoras no pulmão. Os médicos estão otimistas sobre sua recuperação. De acordo com o comunicado, ainda não há previsão de alta para os sobreviventes brasileiros.

Homenagem de comissária

O estado de saúde dos bolivianos Ximena Suárez e Erwin Tumirik, membros da tripulação que sobreviveram, é bom. Ambos estão conscientes. Segundo o hospital onde eles estão internados, Tumirik poderá receber alta nesta sexta-feira.

Do hospital, Suárez prestou uma homenagem aos colegas que morreram na tragédia. "Deus, não posso explicar a dor que sinto, até agora estou em choque!", escreveu a auxiliar de voo em sua conta no Facebook e citou o nome dos tripulantes que estavam no avião.

"Sempre em meus corações meus companheiros, irmãos, amigos de coração [...] Voem alto que quando chegar meu momento os alcançarei!", despediu-se a comissária.

Começa repatriação dos corpos

A repatriação dos corpos das vítimas da tragédia começou nesta sexta-feira. Os caixões com os restos mortais dos cinco bolivianos que morreram no acidente foram enviados à Bolívia após receberem uma despedida da Força Aérea Colombiana (FAC).

Quatro caixões e uma urna com cinzas foram carregados por militares da FAC até a aeronave, e receberam na pista a bênção de um padre. No avião foram levados para a Bolívia os corpos dos tripulantes Miguel Quiroga (piloto), Ovar Goytia (copiloto), Sisy Arias (copiloto), Romel Vacaflores (assistente de voo) e Alex Quispe (despachante).

O acidente provocou a morte de outros dois membros da tripulação, o paraguaio Gustavo Encina e o venezuelano Ángel Lugo, cujos corpos foram levados para seus países em aviões comerciais.

A Força Aérea Brasileira (FAB) enviou ao local três aeronaves para transportar os corpos dos 64 brasileiros que morreram na tragédia. A delegação da Chapecoense será velada coletivamente no sábado em Chapecó. As vítimas serão homenageadas no estádio do clube.

O avião do modelo Avro RJ85, da companhia boliviana Lamia, que transportava a delegação da Chapecoense para disputar a final da Sul-Americana na Colômbia, caiu na madrugada desta terça-feira na montanha El Gordo, quando se aproximava do aeroporto de Medellín. A tragédia deixou 71 mortos.

CN/ots/efe/afp

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