Sérgio Cabral se torna réu por 184 crimes de lavagem de dinheiro

O juiz federal Marcelo da Costa Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio, aceitou nesta terça-feira (14/02) uma nova denúncia contra o ex-governador Sérgio Cabral, tornando o peemedebista réu por 184 crimes de lavagem de dinheiro.

A denúncia foi apresentada nesta terça pelo Ministério Público Federal no Rio de Janeiro (MPF/RJ). Os fatos foram investigados na Operação Eficiência, parte da força-tarefa da Operação Lava Jato no estado.

Cabral é apontado como o líder de uma organização criminosa formada por outras dez pessoas, incluindo dois doleiros que fizeram a delação.

Segundo o MPF, o dinheiro desviado recebido em espécie foi usado para fazer o pagamento de despesas dos acusados entre 1º de agosto de 2014 e 10 de junho de 2015. O valor desviado chega a quase 40 milhões de reais, cerca de 4 milhões de reais por mês, como mostra a planilha com o controle de caixa apreendida pela polícia.

As provas reunidas nas operações Calicute e Eficiência "comprovaram que Sérgio Cabral, no comando da organização criminosa, Carlos Miranda, Carlos Bezerra, Sérgio de Oliveira, Thiago Aragão, Adriana Ancelmo, Álvaro Novis, Francisco de Assis Neto, Ary Ferreira da Costa Filho e os colaboradores promoveram a lavagem de ativos no Brasil", diz. Todos estão presos.

Serviços como fretamento de voos de helicóptero e emissão de passagens aéreas eram usados para "lavar os recursos ilícitos", diz o MPF.

Cabral, que está preso desde novembro em Bangu 8, já é réu em outros dois processos na 7ª Vara Federal Criminal do Rio e em outro processo na 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba. A mulher do peemedebista, Adriana Ancelmo, foi denunciada por sete crimes de lavagem de dinheiro.

KG/ABr/ots

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