Polícia de Manaus confirma que 30 presos foram decapitados

A polícia do Amazonas confirmou nesta quarta-feira (04/01) que 30 presos foram degolados no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Comaj), durante a rebelião encerrada na última segunda-feira (02/01), que deixou ao menos 56 mortos.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas, até a noite de terça-feira, a Polícia Civil já tinha identificado 39 corpos das vítimas do massacre em Manaus e outros três da Unidade Prisional do Puraquequara, na zona rural da cidade, mortos quando a rebelião no presídio manauara já havia terminado. A maioria dos corpos reconhecidos tinha sinais de degola.

O Departamento de Polícia Técnico-Científica do Amazonas (DPTC) disse que a identificação dos corpos foi possível por meio das impressões digitais, arcadas dentárias e exames de DNA. Dos 39 corpos, apenas cinco haviam sido liberados.

Como o Instituto Médico Legal de Manaus não possui as condições necessárias para preservar os cadáveres, o governo estadual disse que será necessário alugar um contêiner frigorífico.

Busca por faragidos

A Secretaria de Segurança Pública disse ainda que, até a noite de terça-feira, 56 dos 184 presos que fugiram de presídios no estado haviam sido capturados. Enquanto isso, prosseguem as buscas pelos que ainda estão foragidos. Barreiras foram montadas em vários locais de Manaus, nas rodovias estaduais e na BR-174, que liga a cidade a Boa Vista, no estado de Roraima.

Entre o domingo e a segunda-feira, 112 detentos escaparam do Comaj, enquanto outros 72 fugiram do Instituto Penal Trindade.

O ministro da Justiça, Alexander Moraes, disse que metade dos mortos no motim não integrava facções criminosas. "Isso é um erro que não podemos cometer, achar que esse massacre e essas rebeliões são simplesmente guerra entre facções. Mais da metade dos 56 mortos não tinha ligação com nenhuma facção. Isso é algo que não vem sendo divulgado", destacou o ministro.

A afirmação contradiz declarações do secretário de segurança pública do Amazonas, Sérgio Fontes, que atribuiu o massacre a uma disputa entre as organizações criminosas Família do Norte (FDN) e Primeiro Comando da Capital (PCC).

RC/lusa/efe

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