O Brasil na imprensa alemã

Frankfurter Allgemeine Zeitung - 2,6 bilhões por causa de corrupção, 19.04.2017

É a multa mais elevada que um tribunal dos EUA já aplicou contra uma empresa estrangeira. O grupo brasileiro de construção e do setor industrial Odebrecht tem que pagar, por delitos de corrupção, multa de 2,6 bilhões de dólares, segundo determinou um tribunal de Nova York no início desta semana. Em 2008, o grupo alemão Siemens teve que pagar nos EUA 1,6 bilhão de dólares de multa, condenado por suborno.

Die Zeit Online – Conglomerado brasileiro tem que pagar bilhões de multa, 19.04.2017

Um tribunal do estado de Nova York condenou o conglomerado brasileiro Odebrecht a uma multa pesada. Ao todo, a empresa tem de pagar cerca de 2,6 bilhões de dólares. As autoridades judiciais de vários países entraram em acordo sobre essa quantia, no âmbito das investigações sobre o grupo. Segundo a decisão, a maior parte da punição, de cerca 2,4 bilhões de dólares, é destinada ao Brasil. Enquanto 116 milhões de dólares serão pagos à Suíça e 93 milhões às autoridades americanas.

Süddeutsche Zeitung – Todos estão envolvidos, 13.04.2017

Isso não é um bilhete de loteria, mas uma série de números que talvez melhor ilustre o que está acontecendo no Brasil. Oito atuais ministros, doze governadores, 24 senadores, 37 deputados e cinco ex-presidentes – contra todos eles, o Supremo Tribunal Federal em Brasília iniciou investigações sobre corrupção. E não é exagero dizer: contra toda a elite política do maior país da América do Sul. Todos os principais partidos estão envolvidos, independentemente da sua orientação ideológica. E, pelo menos em pensamento, é possível se colocar mais um entre eles: o atual presidente, Michel Temer, do partido governista, ideologicamente flexível, PMDB.

Die Tageszeitung - O sistema inteiro foi exposto, 13.04.2017

Suspeita geral contra toda uma classe política no Brasil: o Supremo Tribunal Federal tornou públicas nesta terça-feira investigações sobre corrupção contra oito ministros, 24 senadores e 39 deputados. Elas envolvem corrupção passiva, lavagem de dinheiro e financiamento partidário ilegal. É um revés para o já controverso governo do presidente Michel Temer, que atualmente quer convencer seu país que no futuro todos devem apertar os cintos.

MD/ots

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