Chapecoense é declarada campeã da Copa Sul-Americana

A Conmebol declarou nesta segunda-feira (05/12) a Chapecoense campeã da Copa Sul-Americana de 2016. A decisão foi anunciada pouco menos de uma semana após o desastre com o avião que levava a equipe até Medellín, na Colômbia, onde o time disputaria a primeira partida da final do torneio.

Em nota publicada em seu site oficial, a Conmebol confirma que o clube catarinense "receberá todas as honras e prerrogativas de campeão da Copa Sul-Americana de 2016" e reconhece o colombiano Atlético Nacional, que disputaria a final contra a Chapecoense, como vice-campeão da competição.

No comunicado, a confederação explica que a decisão se baseia num pedido feito pelo próprio Atlético Nacional na quarta-feira seguinte ao acidente. "O Atlético Nacional convida a Conmebol a entregar o título da Copa Sul-Americana à Chapecoense como laurel honorário a sua grande perda e em homenagem póstuma às vítimas do acidente", dizia a solicitação do clube colombiano.

Para a Conmebol, "não há sinal maior do 'espírito de paz, compreensão e jogo limpo' anunciados como objetivo de nossa instituição do que a solidariedade, a consideração e o respeito demonstrados pelo Atlético Nacional para com seus irmãos da Chapecoense", escreve a confederação na decisão.

Pelo gesto de ter pedido o título para o rival, o clube colombiano receberá o prêmio "Centenário da Conmebol ao Fair Play" e, com ele, a quantia de 1 milhão de dólares (cerca de 3,4 milhões de reais).

Como campeã da Sul-Americana – que seria a primeira decisão internacional da história do time catarinense –, a Chapecoense conquista vaga na fase de grupos da Libertadores de 2017 e leva prêmio de 2 milhões de dólares (cerca de 6,9 milhões de reais). O time disputará ainda a final da Recopa Sul-Americana, na qual enfrentará justamente o Atlético Nacional, em data a ser definida.

Na terça-feira passada, a delegação do clube brasileiro, acompanhada de jornalistas, voava para a Colômbia quando o avião se acidentou, a poucos quilômetros do aeroporto de Medellín. A tragédia matou 71 das 77 pessoas a bordo da aeronave, que partiu de Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia.

EK/efe/dpa/afp/ots

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