Polícia detém islamista por atentado a ônibus do Dortmund

A Procuradoria-Geral da República da Alemanha afirmou nesta quarta-feira (12/04) que considera provável que o ataque ao ônibus que transportava a equipe do Borussia Dortmund seja de cunho terrorista, não descartando que haja motivações fundamentalistas islâmicas.

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As autoridades disseram ter feito buscas em residências de dois suspeitos da cena islamista e que uma pessoa foi detida de forma preventiva. Ela poderá ser alvo de um mandado de prisão.

Ainda segundo a Procuradoria-Geral da República, os três explosivos continham pinos de metal, e um deles penetrou no apoiador da cabeça de um assento de ônibus. Os explosivos tinham um alcance de mais de cem metros, e especialistas estão verificando que material explosivo foi utilizado. Investigadores disseram ter sido sorte que nada pior tenha acontecido.

Os investigadores também confirmaram que três cartas de conteúdo idêntico foram encontradas no local. Elas exigem a remoção dos aviões militares de reconhecimento Tornado, da Força Aérea alemã, de uma base aérea da Turquia. Os aviões são utilizados no apoio aos ataques aéreos da coalizão internacional que combate os extremistas do "Estado Islâmico" (EI) na Síria e no Iraque.

As cartas pedem também o fechamento da base militar americana na cidade alemã de Ramstein. A veracidade delas ainda está sendo avaliada, e especialistas afirmam que grupos extremistas, como o "Estado Islâmico", não costumam deixar cartas nos locais dos ataques e nunca se referiram à base aérea americana em Ramstein.

Horas antes, veículos de imprensa relataram que as cartas começam com as palavras "Em nome de Alá, o misericordioso, o piedoso". O texto também afirmaria que aviões alemães estão sendo utilizados para matar muçulmanos nas "terras do califado", em alusão ao território ocupado pela milícia jihadista "Estado Islâmico" na Síria. A carta não está assinada.

A Procuradoria afirmou ter "fortes dúvidas" sobre a veracidade de uma outra reivindicação da autoria do atentado, divulgada na internet. Nesse escrito, a autoria é atribuída à cena radical de esquerda antifascista.

RC/ap/afp/sid/rtr

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